# Comparação dos Valores de Pressão Arterial e dos Medicamentos Anti-Hipertensivos Utilizados por Brasileiros não Afrodescendentes e Afrodescendentes com Hipertensão

**Authors:** Maicon Borges Euzébio, Priscila Valverde de Oliveira Vitorino, Andrea A. Brandão, Eduardo Costa Duarte Barbosa, Celso Amodeo, Audes Feitosa, Marcus Vinicius Bolivar Malachias, Marco Antonio MotaGomes, Rui Manoel dos Santos Póvoa, Renato Delascio Lopes, Paulo Cesar B Veiga Jardim, Ana Luiza Lima Souza, Antonio Coca, Weimar Kunz Sebba Barroso, Maicon Borges Euzébio, Priscila Valverde de Oliveira Vitorino, Andrea A. Brandão, Eduardo Costa Duarte Barbosa, Celso Amodeo, Audes Feitosa, Marcus Vinicius Bolivar Malachias, Marco Antonio MotaGomes, Rui Manoel dos Santos Póvoa, Renato Delascio Lopes, Paulo Cesar B Veiga Jardim, Ana Luiza Lima Souza, Antonio Coca, Weimar Kunz Sebba Barroso

PMC · DOI: 10.36660/abc.20250316 · 2026-01-26

## TL;DR

This study compares blood pressure control and antihypertensive medication use between Afro-descendant and non-Afro-descendant Brazilians with hypertension.

## Contribution

The study provides insights into hypertension management in the Brazilian Afro-descendant population, an under-researched group.

## Key findings

- Afro-descendants had higher rates of uncontrolled hypertension and higher systolic and diastolic blood pressure values.
- Thiazides were more commonly prescribed to Afro-descendants, while ARBs were more common in non-Afro-descendants.
- No significant differences in blood pressure control were found among beta-blocker users across the groups.

## Abstract

A prevalência da hipertensão (HAS) é elevada em comunidades étnicas, particularmente entre adultos afrodescendentes nos Estados Unidos. Além disso, há uma escassez de estudos que abordem essa questão na população afrodescendente brasileira.

Analisar o controle da pressão arterial e o uso de medicamentos anti-hipertensivos entre brasileiros afrodescendentes e não afrodescendentes.

Este estudo transversal avaliou dados do Primeiro Registro Brasileiro de Hipertensão, que incluiu indivíduos com mais de 18 anos de idade, autodeclarados como afrodescendentes ou não afrodescendentes, com HAS há pelo menos quatro semanas ou em uso de medicamento anti-hipertensivo. As comparações foram realizadas utilizando testes t ou o teste de Mann-Whitney. Foi adotado nível de significância de p < 0,05.

Um total de 2.643 participantes foi incluído, dos quais 82,8% eram não afrodescendentes e 17,1% eram afrodescendentes. As taxas de HAS não controlada foram de 44,68% entre os não afrodescendentes e de 54,64% entre os afrodescendentes. Os valores medianos da pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD) e índice de massa corporal (IMC) foram mais elevados nos afrodescendentes em comparação aos não afrodescendentes (p < 0,001). A distribuição das classes de medicamentos anti-hipertensivos variou entre as populações. Não foram observadas diferenças significativas no controle da HAS entre os usuários de betabloqueadores nos grupos afrodescendentes e não afrodescendentes, mesmo quando estratificados por sexo.

A população afrodescendente no Brasil apresentou maior prevalência de HAS não controlada e valores mais elevados de PAS, PAD e IMC em comparação à população não afrodescendente. A escolha dos medicamentos anti-hipertensivos diferiu entre os grupos, sendo os tiazídicos mais comumente prescritos para afrodescendentes e os bloqueadores dos receptores de angiotensina II para não afrodescendentes. No entanto, não foram observadas diferenças significativas no controle da PA entre os grupos que utilizavam betabloqueadores, independentemente do sexo.

Figura Central:Comparação dos Valores de Pressão Arterial e dos Medicamentos Anti-Hipertensivos Utilizados por Brasileiros não Afrodescendentes e Afrodescendentes com HipertensãoIndivíduos que se auto declararam “pretos” foram considerados afrodescendentes, e aqueles que se auto declararam “brancos”, “pardos” (raça mista) ou “asiáticos” foram considerados não afrodescendentes. IMC: índice de massa corporal; PAD: pressão arterial diastólica; PAS: pressão arterial sistólica.

The prevalence of hypertension (HTN) is high in ethnic communities, particularly among Afro-descendant adults in the United States. Moreover, there is a lack of studies addressing this issue in the Brazilian Afro-descendant population.

To analyze blood pressure control and the use of antihypertensive medications among Afro-descendant and non-Afro-descendant Brazilians.

This cross-sectional study evaluated data from the First Brazilian Registry of Hypertension, which included individuals over 18 years of age, self-identified as Afro-descendant or non-Afro-descendant, with HTN for at least four weeks or using antihypertensive medication. Comparisons were performed using t-tests or the Mann-Whitney test. A significance level of p < 0.05 was adopted.

A total of 2,643 participants were included, of whom 82.8% were non–Afro-descendant and 17.1% were Afro-descendant. The rates of uncontrolled HTN were 44.68% among non–Afro-descendants and 54.64% among Afro-descendants. Median values of systolic blood pressure (SBP), diastolic blood pressure (DBP), and body mass index (BMI) were higher in Afro-descendants compared to non–Afro-descendants (p < .001). The distribution of antihypertensive medication classes varied between the populations. No significant differences in HTN control were observed between beta-blocker users in the Afro-descendant and non–Afro-descendant groups, even when stratified by sex.

The Afro-descendant population in Brazil demonstrated a higher prevalence of uncontrolled HTN and higher SBP, DBP, and BMI values compared to the non–Afro-descendant population. The choice of antihypertensive medications differed between groups, with thiazides more commonly prescribed for Afro-descendants and ARBs for non–Afro-descendants. However, no significant differences in blood pressure control were observed between groups using beta-blockers, regardless of sex.

Central Illustration:Comparison of Blood Pressure Values and Antihypertensive Medications Used in Non-Afro-Descendant and Afro-Descendant Brazilians with HypertensionIndividuals who declared themselves black were considered to be Afro-descendants, and those who declared themselves white, brown (mixed-race) or Asian were considered to be non-Afro-descendants. BMI: body mass index; DBP: diastolic blood pressure; SBP: systolic blood pressure.

## Full-text entities

- **Diseases:** HTN (MESH:D006973)
- **Chemicals:** thiazides (MESH:D049971)

## Figures

4 figures with captions in the complete paper: https://tomesphere.com/paper/PMC12978371/full.md

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Source: https://tomesphere.com/paper/PMC12978371