# ID 307 - Avaliação do Perfil de Prescrição e Troca dos Medicamentos Modificadores do Curso da Doença Biológicos e Sintéticos Alvo-Específicos para o Tratamento da Artrite Psoríaca no Sistema Único de Saúde

**Authors:** Lívia Silva Nassif, Bárbara Rodrigues Alvernaz dos Santos, Marina Morgado Garcia, Flávia Alves, Grazielle Dias, Augusto Afonso Guerra, Francisco de Assis Acurcio†, Juliana Alvares-Teodoro

PMC · DOI: 10.5327/2237-9622.2025.v34s1.307 · Epidemiologia e Serviços de Saúde : Revista do Sistema Unico de Saúde do Brasil · 2025-11-25

## TL;DR

This study analyzes the prescription and switching patterns of disease-modifying drugs for psoriatic arthritis in Brazil's public health system.

## Contribution

The study provides a detailed analysis of drug prescriptions and switches for psoriatic arthritis treatment in the Brazilian Unified Health System.

## Key findings

- Adalimumab was the most prescribed first-line biologic drug, with a mean usage time of 28.1 months.
- Secukinumab was the most prescribed second-line drug after a medication switch, with a mean usage time of 20.2 months.
- Approximately 11.6% of patients required a medication switch, with etanercept having the highest switch rate.

## Abstract

A artrite psoríaca (AP) é uma doença inflamatória articular associada à psoríase, pertencente ao grupo das espondiloartrites. Estima-se que a incidência global da doença seja de aproximadamente 83/100.000 pessoas-ano. A AP apresenta manifestações clínicas heterogêneas, incluindo acometimentos dermatológicos e musculoesqueléticos, que afetam a qualidade de vida desses pacientes. Conforme preconizado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da AP, a conduta terapêutica inicial inclui o uso de glicocorticoides, imunossupressores e anti-inflamatórios não esteroidais para controle sintomático, e o uso de medicamentos modificadores do curso da doença sintéticos (MMCDs) para minimizar a atividade da doença. Caso haja falha em pelo menos dois esquemas terapêuticos com MMCDs, utilizam-se os medicamentos modificadores do curso da doença biológicos (MMCDbio) ou sintéticos alvo-específicos (MMCDsae). Apesar das inúmeras linhas de tratamento, a AP e as demais condições reumáticas continuam a ser um problema de saúde pública. O objetivo deste trabalho é descrever o perfil de prescrição e troca dos MMCDbio e/ou MMCDsae em pacientes diagnosticados com AP tratados em Minas Gerais, Brasil.

Foram coletados, por meio do Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica de Minas Gerais, dados dos processos deferidos de solicitação de MMCDbio e/ou MMCDsae ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf-MG/SUS) para AP. O período de análise compreendeu de janeiro de 2018 a dezembro de 2023, com base na data do parecer do analista. Os dados foram organizados em planilha do Excel. O número do Cartão Nacional de Saúde foi utilizado para identificar os pacientes e ordenar as trocas medicamentosas. O tempo de uso foi calculado subtraindo-se a data da primeira dispensação da data da última registrada. Foram excluídos da análise os pacientes que não tinham registro de dispensação.

Dos 2.570 pacientes incluídos na análise final, 67,8% (1742) foram diagnosticados com o CID M07.3. A idade média no momento da primeira dispensação foi de 51 anos. O primeiro MMCDbio mais prescrito foi o adalimumabe (39,7%), seguido por golimumabe (18,8%), secuquinumabe (17,5%) e infliximabe (13,2%). O tempo médio de uso do primeiro medicamento prescrito foi de 28,1 meses, com tempo mínimo de 1 mês e máximo de 74 meses. Dos 2.570 pacientes, 299 (11,6%) necessitaram trocar de medicamento e, nesses casos, o etanercepte teve o maior percentual de trocas (19,0%), seguido por tofacitinibe (15,4%), infliximabe (13,9%) e adalimumabe (12,4%). Após a troca, os medicamentos mais prescritos como segunda opção terapêutica foram o secuquinumabe (54,5%), adalimumabe (13,1%) e golimumabe (8,4%). O tempo médio de uso do segundo medicamento foi de 20,2 meses, variando de 1 a 60 meses. Desse grupo, 8,7% (26/299) necessitaram trocar o segundo biológico prescrito.

A disponibilidade de MMCDbio e/ou MMCDsae no SUS oferece esperança de regressão da atividade da doença e de melhora da qualidade de vida dos pacientes que falham na primeira linha de tratamento. Este estudo reforça a importância dos dados administrativos do Sistema Único de Saúde (SUS) para análises farmacoepidemiológicas. Além disso, entender o perfil de prescrição desses medicamentos é essencial para guiar a seleção, a programação e a aquisição de medicamentos para a AP no País.

## Linked entities

- **Chemicals:** tofacitinib (PubChem CID 9926791)
- **Diseases:** psoriatic arthritis (MONDO:0011849)

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Source: https://tomesphere.com/paper/PMC12806763