# ID 158 - Oportunidades de Tratamento para Indivíduos com Hiperoxalúria Tipo 1

**Authors:** Ternize Mariana Guenkka, Kelli Carneiro de Freitas Nakata, Helder Cassio de Oliveira, Luci Emília Grzybowski de Oliveira, Priscilla Perez da Silva Pereira

PMC · DOI: 10.5327/2237-9622.2025.v34s1.158 · Epidemiologia e Serviços de Saúde : Revista do Sistema Unico de Saúde do Brasil · 2025-11-25

## TL;DR

This paper reviews treatment opportunities for primary hyperoxaluria type 1, focusing on the RNA therapy lumasiran, which reduces oxalate production and shows promising results in clinical trials.

## Contribution

The paper provides a comprehensive analysis of lumasiran's clinical outcomes and safety in treating primary hyperoxaluria type 1, a rare metabolic disorder.

## Key findings

- Lumasiran significantly reduced urinary oxalate excretion in patients over 6 to 36 months.
- The treatment was well-tolerated with mostly mild or moderate adverse events.
- Lumasiran improved or stabilized kidney calcification and reduced kidney stone events.

## Abstract

Hiperoxalúria primária é uma doença metabólica rara causada por mutações genéticas que afetam o metabolismo do glioxilato, resultando em produção excessiva de oxalato e consequentemente formação de cálculos renais, nefrocalcinose, podendo levar à redução da função renal e oxalose sistêmica. A lumasirana é o primeiro e único tratamento específico para a doença. Trata-se de um ácido ribonucleico RNA terapêutico de interferência que inibe a síntese de oxalato.

Monitoramento do horizonte tecnológico com buscas nas bases MEDLINE, Embase, LILACS, Cochrane Library, Clinical Trials, Cortellis, agências internacionais de avaliação de tecnologias em saúde. Os critérios de inclusão foram: ensaios clínicos a partir da fase 2; estudos que avaliassem segurança, eficácia e/ou eventos adversos do lumasirana. Foram elegíveis estudos publicados ou não, em texto completo ou resumo, sem restrição de idioma. O processo de leitura e extração dos dados foi realizada por um revisor e confirmada por um segundo.

Foram encontrados 165 títulos, após avaliação de duplicações e critérios de elegibilidade foram analisados 12 artigos referentes a quatro estudos: 1) ILLUMINATE-A (n=39, quatro publicações); 2) ILLUMINATE-B (n=18, duas publicações); 3) ILLUMINATE-C (n=21, três publicação); 4) um estudo de fase 2 (n=21, duas publicações). Tratam-se de estudos multicêntricos, dois deles ainda não finalizados. O estudo ILLUMINATE-A demonstrou decréscimo da média de excreção urinária de oxalato em 24 horas, da linha de base até seis meses, de 11,8% (EP 3,8) no grupo placebo e 65,4% (EP 2,9) no grupo lumasirana. Na fase de extensão, a redução foi mantida no grupo lumasirana (64,1%, 58,1% e 63% em 12, 24 e 36 meses, respectivamente). A população de lactentes e crianças <6 anos (ILLUMINATE-B) também experimentou redução média percentual para esse desfecho na ordem de -68,41% (SE 5,6) em seis meses e -63,23% (SE 7,23) em 12 meses, comparado a linha de base. Em indivíduos com doença renal avançada, subgrupo sem hemodiálise, a variação percentual foi de -10,6% ± 6,8 (IC 95% −32,0 a 10,9) no mês 6. Lumasirana promoveu ainda decréscimo no percentual da relação oxalato urinário/creatinina (24h); no oxalato plasmático e na taxa de eventos de cálculo renal, além de melhorar ou estabilizar a nefrocalcinose. Os indivíduos que receberam lumasirana apresentaram eventos adversos com gravidade ligeira ou moderada. Os eventos mais frequentes foram: reação no local da injeção; dor de cabeça; dor abdominal; infecção do trato respiratório superior; pirexia; vômito e diarreia. As agências de ATS NICE () e CADTH () emitiram parecer favorável ao uso da medicação para o tratamento de hiperoxalúria tipo 1.

Embora o tamanho amostral desses estudos seja pequeno e não esteja disponível dados de longo prazo, há de se considerar que a doença é rara, e que a lumasirana assiste a uma necessidade médica não atendida tendo sido bem tolerado por lactentes, crianças, adultos e indivíduos com comprometimento renal. O preço de unidade de lumasirana é significativo para um tratamento em longo prazo, entretanto, por ser uma doença rara, é esperado um número pequeno de pacientes. Ainda assim, para determinar a eficiência do tratamento com lumasirana é necessário um estudo de custo-efetividade da tecnologia em relação ao padrão de tratamento atual.

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Source: https://tomesphere.com/paper/PMC12806761