# ID 224 - Hemangioma Infantil no Brasil: perfil epidemiológico da mortalidade e dos procedimentos ambulatoriais e hospitalares no Sistema Único de Saúde

**Authors:** Nadya Lie Fattori, Ísis Nalin Fernandes Nonato, Gabrielle Ferrante Alves de Moraes, Adriane Lopes Medeiros Simone, Daniela de Oliveira de Melo, Ana Laura de Sene Amâncio Zara

PMC · DOI: 10.5327/2237-9622.2025.v34s1.224 · Epidemiologia e Serviços de Saúde : Revista do Sistema Unico de Saúde do Brasil · 2025-11-25

## TL;DR

This study analyzes mortality and healthcare procedures for infantile hemangioma in Brazil from 2000 to 2022, showing a decline in mortality and changes in treatment patterns.

## Contribution

The study provides the first comprehensive epidemiological analysis of infantile hemangioma mortality and healthcare utilization in Brazil using national health system data.

## Key findings

- Mortality from infantile hemangioma in children under 5 years decreased by an average of 5.4% annually from 2000 to 2022.
- Ambulatory procedures increased after 2018, likely due to the publication of a clinical protocol for infantile hemangioma.
- Hospitalizations were most common in children under 1 year old, with surgical interventions being the most costly.

## Abstract

Hemangioma infantil (HI) é um dos tumores vasculares benignos mais comuns na infância, acometendo aproximadamente de 4% a 5% da população mundial. Cerca de 80% das lesões de HI são diagnosticadas por meio de exames físicos no primeiro mês de vida, sendo mais frequentes no sexo feminino. O presente estudo teve por objetivo analisar se houve redução na taxa de mortalidade (TM) e nos atendimentos ambulatoriais e hospitalares por HI no Brasil.

Realizou-se um estudo ecológico com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde (SIA/SUS) e do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), ocorridos em crianças menores de 5 anos de idade. Foram selecionados apenas os casos com código da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) D18.0 (hemangioma em qualquer localização). A TM por HI foi estimada dividindo-se o número de óbitos em menores de 5 anos pelo número de nascidos vivos (NV), multiplicado por 1 milhão a cada ano, no período de 2000 a 2022. Utilizando-se o programa Stata, analisou-se a série temporal da TM pelo método de regressão de Prais-Winsten (p<0,05). A taxa incremental média anual (TIMA) foi calculada em porcentagem, com seu respectivo intervalo de confiança de 95% (IC 95%). Realizou-se uma análise descritiva dos procedimentos ambulatoriais e hospitalares (2008 a 2022) e foram estimados seus custos financeiros, corrigidos pela inflação brasileira (IPC-A) em julho de 2024.

Foram registrados 145 óbitos por HI em crianças menores de 5 anos, variando de 1,56/1.000.000 NV (2000) a 0,37/1.000.000 NV (2022), com uma redução média de 5,4% ao ano (IC 95%: 9,05; 1,65; p=0,007). De 2008 a 2022, foram registrados 7.392 procedimentos ambulatoriais (493 atendimentos/ano); observou-se que 69% dos atendimentos foram realizados em crianças com menos de 1 ano de idade e 64% no sexo feminino. As intervenções ambulatoriais mais dispendiosas incluem: dispensação de alfainterferona, ultrassonografia de abdômen total e consulta em Atenção Especializada. Foram registrados 25.048 procedimentos hospitalares (1.089 atendimentos/ano) de 2008 a 2022, com 55% das internações em menores de 1 ano e 52% no sexo masculino; verificou-se que as intervenções cirúrgicas foram as mais dispendiosas. Em relação aos custos financeiros do tratamento do HI em crianças menores de 5 anos, o custo médio mensal foi de R$ 85.953,65.

A TM por HI está em queda no Brasil. Há um padrão de atendimentos ambulatoriais e hospitalizações no SUS, em que o principal público atendido foi de crianças menores de 1 ano de idade e do sexo feminino, reforçando os dados epidemiológicos encontrados na literatura. Houve aumento nos atendimentos ambulatoriais a partir de 2018, possivelmente associado à publicação do Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica para HI. Isso corrobora a redução nas hospitalizações e mostra que diagnóstico, o acompanhamento e as orientações precoces podem evitar a evolução da doença, sendo esse um importante fator na construção de políticas públicas voltadas para o tratamento do HI.

## Linked entities

- **Diseases:** infantile hemangioma (MONDO:0002407)

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Source: https://tomesphere.com/paper/PMC12806608