# Ablação de Fibrilação Atrial: Eletroporação versus Ablação por Radiofrequência de Alta Potência e Curta Duração

**Authors:** Rita Reis Santos, Rita Amador, Pedro Galvão Santos, Daniel Matos, Gustavo Rodrigues, João Carmo, Francisco Costa, Pedro Carmo, Francisco Morgado, Diogo Cavaco, Mauricio Scanavacca, Pedro Adragão, Rita Reis Santos, Rita Amador, Pedro Galvão Santos, Daniel Matos, Gustavo Rodrigues, João Carmo, Francisco Costa, Pedro Carmo, Francisco Morgado, Diogo Cavaco, Mauricio Scanavacca, Pedro Adragão

PMC · DOI: 10.36660/abc.20240542 · Arquivos Brasileiros de Cardiologia · 2025-03-12

## TL;DR

This study compares two new techniques for treating atrial fibrillation and finds both are safe and effective, with one showing shorter procedure times and lower recurrence rates.

## Contribution

The study provides a real-world comparison of pulse-field ablation and high-power short-duration radiofrequency ablation for atrial fibrillation.

## Key findings

- Pulse-field ablation had shorter fluoroscopy time and lower AF recurrence rates compared to high-power short-duration ablation.
- Pulse-field ablation was associated with more posterior wall isolations and a similar safety profile.
- Both techniques showed low AF recurrence rates and were found to be feasible and safe.

## Abstract

Figura Central: Ablação de Fibrilação Atrial: Eletroporação versus Ablação por Radiofrequência de Alta Potência e Curta DuraçãoAblação da fibrilação atrial por cateter: eletroporação versus ablação por radiofrequência de alta potência e curta duração.

O Isolamento da Veia Pulmonar (IVP) é crucial no tratamento de Fibrilação Atrial (FA). Novas tecnologias de ablação, tais como Ablação por Campo Pulsado (ACP) e ablação por radiofrequência de Alta Potência e Curta duração (HPSD, do inglês high-power short-duration) surgiram no laboratório de eletrofisiologia. No entanto, não há estudos comparando os desfechos dessas abordagens.

Comparar a eficácia, a segurança da ACP e da ablação por HPSD em pacientes com FA sintomática.

Estudo retrospectivo, unicêntrico, de pacientes consecutivos submetidos ao IPP com ACP ou HPSD entre maio e dezembro de 2022. Foram analisados dados demográficos, dados relacionados ao procedimento, e recorrência de FA durante o seguimento. Foi realizada análise comparativa entre as duas técnicas. Um valor de p <0,05 foi considerado estatisticamente significativo.

Foram incluídos 101 pacientes (61±11 anos, 75% homens); 56% dos pacientes apresentaram FA paroxística e 19% foram submetidos a uma segunda ablação. Quarenta e cinco porcento dos pacientes foram submetidos à ablação por HPSD e 55% à ACP. Na comparação entre a ablação por HPSD e ACP, a primeira técnica apresentou um menor tempo de fluoroscopia [5min (IIQ 3-7min] vs. 13min (IQR 10-16min), p<0,001], porém um tempo de procedimento mais longo [97min (IQR 75-142) vs. 88min (IQR 66-111), p=0,13]. O Isolamento da Parede Posterior (IPP) foi realizado em cinco (11%) dos pacientes submetidos à ablação por HPSD vs. 20 (36%) dos submetidos à ACP (p=0,004). Houve somente um caso de complicação maior, um paciente com tamponamento cardíaco após a ACP, tratado com pericardiocentese. Ao longo do período de acompanhamento [384 (IIQ 341 -545) dias], 76 pacientes (75%) encontravam-se em ritmo sinusal, e 25% dos pacientes sofreram recorrência de FA (10 pacientes no grupo ACP e 15 no grupo HPSD, p=0,06).

Observou-se que tanto a ACP como a ablação por HPSD é um procedimento viável e seguro. A ACP resultou em tempos mais curtos de procedimento e menores taxas de recorrência de FA, principalmente quando o IPP foi realizado. Embora avaliações no mundo real sejam ainda escassas, ambas as técnicas parecem eficientes, com uma baixa taxa de recorrência de FA.

Central Illustration: Atrial Fibrillation Catheter Ablation: Electroporation Against High-Power Short Duration RadiofrequencyAtrial fibrillation catheter ablation: electroporation against high-power short duration radiofrequency.

Pulmonary vein isolation (PVI) is crucial in treating symptomatic atrial fibrillation (AF). New ablation technologies, such as pulse-field ablation (PFA) and high-power short-duration (HPSD) have emerged in the electrophysiology lab. However, no study has compared the outcomes of these approaches.

To compare the efficacy and safety of PFA and HPSD in AF symptomatic patients.

Single-centre, retrospective study of consecutive patients undergoing PVI with PFA or HPSD between May and December 2022. Demographic data, procedural data, and AF recurrence beyond the blanking period, were analysed. Comparative analysis between both techniques was performed. A P-value of <0.05 was considered statistically significant.

A total 101 patients were included (61±11 years, 75% men); 56% of patients had paroxysmal AF and 19% underwent a redo ablation. Forty-five percent of patients underwent HPSD ablation and 55% PFA. Comparing HPSD and PFA, HPSD had a lower fluoroscopy time (5min [IQR 3-7min]vs 13min [IQR 10-16min], p<0.001), but higher procedure time (97min [IQR 75-142]vs 88min [IQR 66-111], p=0.13). Posterior wall isolation (PWI) was performed in 5 (11%) HPSD vs 20 (36%) PFA patients (p=0.004). There was only one case of major complication, a patient with cardiac tamponade following PFA, who was treated with pericardiocentesis. Over 384 (IQR 341 -545) days of follow-up, 76 patients (75%) were in sinus rhythm, while 25% of patients had AF recurrence: 10 PFA patients and 15 HPSD patients (p=0.06).

Both PFA and HPSD were found to be feasible and safe procedures. PFA resulted in shorter procedure times, and lower AF recurrence rates, mainly when PWI was performed. Although analysis in a real-world scenario is still scarce, both techniques seem to be efficient, with a low AF recurrence rate.

## Linked entities

- **Diseases:** atrial fibrillation (MONDO:0004981)

## Full-text entities

- **Diseases:** cardiac tamponade (MESH:D002305), AF (MESH:D001281)
- **Species:** Homo sapiens (human, species) [taxon 9606]

## Full text

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## Figures

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## References

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