Compreendendo a Relação entre Gordura Visceral e Saúde Cardíaca
Moacir Fernandes Godoy, Syed Habib, Andrew Flatt, Shaea Alkahtani, Moacir Fernandes Godoy, Syed Habib, Andrew Flatt, Shaea Alkahtani

Abstract
Genes, proteins, chemicals, diseases, species, mutations and cell lines named across the full text — each resolved to its canonical identifier and authoritative record.
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Taxonomy
TopicsHeart Rate Variability and Autonomic Control · Cardiovascular and exercise physiology · Cardiac Health and Mental Health
Li com interesse o artigo “A Variabilidade da Frequência Cardíaca em Repouso está Independentemente Associada aos Escores de Classificação de Gordura Visceral em Homens Adultos Sauditas” de Syed Shahid Habib et al., publicado na ABC Cardiol^1^ comparando a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) em 99 homens saudáveis estratificados pela classificação da gordura visceral (CGV) e mostrando associações entre a VFC e as métricas de composição corporal, mas tenho algumas reservas.
A VFC tem sido demonstrada como um método conveniente para avaliar o estado homeostático individual. Tentativas de estabelecer valores de referência de acordo com a faixa etária e grau de comprometimento têm sido numerosas na literatura especializada desde o lançamento da Task Force em 1996.^2-4^ Entre as variáveis de VFC mais estudadas estão o desvio padrão dos intervalos RR normais (SDNN) e a raiz quadrada média das diferenças sucessivas (RMSSD) no domínio do tempo e potência de baixa frequência (LF ms^2^) e potência de alta frequência (HF) além da razão LF/HF, no domínio da frequência. Essas foram exatamente as variáveis estudadas por Habib e colaboradores, concluindo que homens na categoria de menor classificação de gordura visceral (G1) apresentaram a maior VFC. A classificação de gordura visceral foi mais fortemente associada à VFC do que a porcentagem de gordura corporal e a razão massa muscular/gordura visceral (MMCGV). Os parâmetros do domínio do tempo foram mais sensíveis ao tecido adiposo visceral (TAV) do que os parâmetros do domínio da frequência. Eles concluem dizendo que os parâmetros de VFC podem ser os principais parâmetros de interesse no monitoramento do estado cardíaco-autonômico em resposta a intervenções que visam a redução do TAV. Todos esses são pontos relevantes, mas houve um problema crucial na apresentação deste estudo. Os valores de VFC citados nos resultados devem ter sofrido um erro de digitação, pois são completamente incompatíveis com os intervalos de referência.
Assim, os autores apresentam na Tabela 2 valores de SDNN de 1.776±0,229 milissegundos para o Grupo 1, 1.543±0,258 milissegundos para o Grupo 2 e 1.548±0,193 milissegundos para o Grupo 3, com valores muito semelhantes a estes para a variável RMSSD. Está bem estabelecido na literatura que tanto os valores de SDNN quanto de RMSSD raramente ultrapassam 50 milissegundos, mesmo em indivíduos saudáveis. Então, certamente houve um erro na digitação destes valores. O mesmo pode ser dito em relação à Tabela 3, que apresenta os valores das variáveis potência LF e potência HF e sua relação. Os valores de desvio padrão apresentados não são coerentes proporcionalmente com os valores médios, além disso, a relação LF/HF é extremamente baixa em alguns grupos com valores negativos, o que é impossível por se tratar de uma relação entre valores positivos.
Temo que após corrigir esses dados, a conclusão possa ser diferente, mudando a interpretação. No entanto, mesmo que não mude, devemos conhecer os valores reais das variáveis estudadas, por isso solicito respeitosamente aos autores e editores que façam as correções necessárias.
The reference list from the paper itself. Each links out to its DOI / PubMed record.
- 1Habib SS Alkahtani S Aljawini N Habib SM Flatt AA Resting Heart Rate Variability is Independently Associated with Visceral Fat Rating Scores in Saudi Adult Males Arq Bras Cardiol 20241215 e 2022078010.36660/abc.2022078039417486 PMC 11081131 · doi ↗ · pubmed ↗
- 2Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology Heart Rate Variability: Standards of Measurement, Physiological Interpretation and Clinical Use. Task Force of the European Society of Cardiology and the North American Society of Pacing and Electrophysiology Circulation 19969351043106510.1161/01.CIR.93.5.10438598068 · doi ↗ · pubmed ↗
- 3Shaffer F Ginsberg JP An Overview of Heart Rate Variability Metrics and Norms Front Public Health 20175111710.3389/fpubh.2017.0025829034226 PMC 5624990 · doi ↗ · pubmed ↗
- 4Godoy MF Gregório ML Heart Rate Variability as a Marker of Homeostatic Level Aslanidis T Nouris C Brzozowski T editos Autonomic Nervous System - Special Interest Topics London Intech Open 2022 Chapter 310.5772/intechopen.102500 · doi ↗
- 5Habib SS Alkahtani S Aljawini N Habib SM Flatt AA Resting Heart Rate Variability is Independently Associated with Visceral Fat Rating Scores in Saudi Adult Males Arq Bras Cardiol 20241215 e 2022078010.36660/abc.2022078039417486 PMC 11081131 · doi ↗ · pubmed ↗
- 6Romieu I Téllez-Rojo MM Lazo M Manzano-Patiño A Cortez-Lugo M Julien P et al Omega-3 Fatty Acid Prevents Heart Rate Variability Reductions Associated with Particulate Matter Am J Respir Crit Care Med 2005172121534154010.1164/rccm.200503-372OC 16210665 · doi ↗ · pubmed ↗
- 7Tegegne BS Man T van Roon AM Snieder H Riese H Reference Values of Heart Rate Variability from 10-Second Resting Electrocardiograms: The Lifelines Cohort Study Eur J Prev Cardiol 202027192191219410.1177/204748731987256731500461 PMC 7734556 · doi ↗ · pubmed ↗
- 8Sammito S Böckelmann I Reference Values for Time- and Frequency-Domain Heart Rate Variability Measures Heart Rhythm 20161361309131610.1016/j.hrthm.2016.02.00626883166 · doi ↗ · pubmed ↗
